No entanto, cerca de duas semanas depois, ele enviou uma nova comunicação ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), mudando a sua posição. Esse segundo ofício surge após um encontro com representantes da Justiça Eleitoral, onde Couto reconheceu que, embora as forças estaduais tivessem a competência necessária para conduzir a segurança eleitoral, a presença das forças federais se mostrava uma estratégia válida e necessária.
A solicitação de Couto é motivada pela necessidade de proporcionar um ambiente seguro tanto para os eleitores quanto para os locais de votação e a logística em torno das urnas eletrônicas. Ele enfatizou a importância da cooperação entre os órgãos estaduais e federais, considerando essencial o reforço de segurança em áreas que demandam uma atenção especial. O governador afirmou que essa colaboração seria vital para a manutenção da ordem pública durante todo o processo eleitoral.
Historicamente, o estado do Rio de Janeiro já contou com o apoio de forças federais em pleitos anteriores. No primeiro turno das eleições de 2022, por exemplo, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou o envio de tropas para 561 localidades em 11 estados, incluindo o Rio. Além disso, nas eleições municipais de 2024, 32 cidades fluminenses também receberam reforço das Forças Armadas, demonstrando a contínua preocupação com a segurança durante os períodos eleitorais.
Diante de um cenário conturbado e de desafios relacionados à segurança pública, a decisão de solicitar apoio federal evidencia a sensibilidade do governo em responder a demandas emergenciais e a necessidade de assegurar que os cidadãos possam exercer seu direito de voto em um ambiente seguro e tranquilo.





