A carta foi uma resposta ao jantar realizado por Jorginho Mello em Florianópolis na última segunda-feira, que contou com a presença de prefeitos do MDB que ainda apoiam o governador. Apesar do esforço de Mello para recuperar os laços com a sigla, o MDB reiterou seu apoio ao ex-prefeito de Chapecó, João Rodrigues, candidato ao governo pelo PSD, que se opõe ao atual governador. A chapa de Rodrigues foi desenhada de forma a acomodar interesses do MDB e conta ainda com a reeleição do senador Espiridião Amin, do PP, que ficou de fora do arranjo inicial da base bolsonarista.
Na carta, Chiodini expressou de forma contundente o descontentamento com o tratamento que o MDB tem recebido do governo. Ele mencionou que o partido foi “esnobado e preterido”, referindo-se à escolha de Jorginho de entregar a vice para o partido Novo, uma decisão que não agradou suas lideranças. Chiodini enfatizou que há uma ala dentro do MDB que busca uma reaproximação subordinada, focada em interesses pontuais, como uma eventual suplência no Senado, ao invés de um projeto sólido que respeite a importância histórica da sigla na construção do estado.
“É preciso dizer com todas as letras: o MDB não nasceu para ser figurante. Não nasceu para aceitar migalhas. Não nasceu para ser linha auxiliar de um governo que não nos respeita”, afirmou Chiodini, classificando as tentativas de reaproximação como um processo de “apequenamento” da sigla. Essa declaração revela a tensão subjacente nas relações entre os partidos, indicando que o MDB se posicionará de forma autônoma nas próximas eleições, reforçando sua importância política em Santa Catarina.







