Durante seu discurso, Tarcísio enfatizou a relevância da USP no cenário educacional e científico do Brasil, ressaltando a necessidade de respeitar a autonomia universitária. Seu enfoque foi notavelmente técnico, focando em questões administrativas, e evitou menções ao clima político nacional ou ao ex-presidente Jair Bolsonaro, com quem ele é frequentemente associado devido à sua trajetória política. Essa estratégia de se distanciar de controvérsias políticas pode ser vista como uma tentativa de consolidar sua imagem como uma liderança mais voltada à gestão do Estado.
Além das importantes nomeações, houve uma expectativa significativa em torno de uma coletiva de imprensa que poderia oferecer mais insights sobre os rumos políticos de Tarcísio, mas a oportunidade não se concretizou. Nos últimos meses, o nome do governador tem sido cogitado como uma possível figura representativa da direita nas próximas eleições presidenciais, especialmente em um cenário marcado pela incerteza quanto à candidatura de Bolsonaro.
Recentemente, Tarcísio comunicou, através de suas redes sociais, que buscará a reeleição no governo de São Paulo. Ele afirmou sua disposição em “trabalhar por uma direita unida e forte”, fortalecendo sua postura de lealdade ao ex-presidente, ao mesmo tempo em que se afastou de especulações sobre sua intenção de apoiar diretamente outros candidatos do grupo, como Flávio Bolsonaro, que pode emergir como uma referência na direita nas eleições de 2026.
De maneira emblemática, Tarcísio cancelou uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que se encontra em Brasília, alegando conflitos em sua agenda. Essa decisão suscita debates sobre a pressão que o governador enfrenta proveniente de aliados da família Bolsonaro, que desejam um compromisso mais tangível de lealdade ao legado do ex-presidente. A relação entre Tarcísio e o clã Bolsonaro é, portanto, um tema delicado e crucial, que pode moldar os futuros rumos políticos em São Paulo e no Brasil.






