Denarium enfatizou a urgência da situação durante conversas com ministros de destaque, incluindo José Múcio, da Defesa, Rui Costa, da Casa Civil, e Gleisi Hoffmann, de Relações Institucionais. Durante esses diálogos, o governador articulou que a medida de fechamento da fronteira seria temporária, uma ação necessária para prevenir uma entrada descontrolada de refugiados em solo brasileiro. Ele destacou a importância de uma avaliação cuidadosa do quadro conflituoso na Venezuela antes de tomar qualquer decisão definitiva sobre a fronteira.
A situação na Venezuela, marcada por crises políticas e humanitárias, já resultou em um fluxo significativo de migrantes para o Brasil nos últimos anos. A preocupação de Denarium reflete um temor crescente de que a instabilidade atual possa provocar uma nova onda de deslocamentos forçados, criando desafios adicionais para o estado de Roraima, que já enfrenta a pressão de atender a uma população refugiada considerável.
As declarações do governador foram feitas em um momento crucial, quando a geopolítica da região passa por transformações rápidas. Roraima, sendo um dos principais pontos de entrada para venezuelanos no Brasil, se vê na posição de dividir responsabilidades e esforços para lidar com a crise humanitária. O futuro das relações entre os dois países e a resposta do governo brasileiro à situação na Venezuela permanecem incertos, e a medida proposta por Denarium poderá trazer importantes desdobramentos nas próximas semanas. A comunidade internacional observava atentos os desdobramentos, com implicações que vão além das fronteiras da América do Sul.







