O rito legislativo estadual concede ao governador um período de 15 dias úteis após o envio da proposição para decidir sobre a sanção ou veto do projeto. Contudo, devido ao calendário eleitoral e a necessidade de evitar questionamentos jurídicos sobre a validade da medida, o tempo político para essa decisão se torna ainda mais curto.
Atualmente, Simões encontra-se fora da capital, Belo Horizonte, realizando compromissos em Uberlândia, que temporariamente assumiu o status de capital mineira por um decreto do governador. Ele se comprometeu a assinar a nova lei assim que a redação final for encaminhada pela ALMG.
O projeto aprovado prevê um ajuste linear de 5,4% para todos os servidores ativos, inativos e pensionistas do Executivo. Durante as votações, outros órgãos também receberam revisões salariais, com percentuais variando: 5,53% para os funcionários do Tribunal de Justiça de Minas Gerais e do Ministério Público de Minas Gerais, 4,44% para a Defensoria Pública, e 10,94% para o Tribunal de Contas do Estado.
Apesar da aprovação do reajuste, o índice ainda não satisfaz o funcionalismo público, em especial as entidades ligadas à educação, que expressam que o aumento anunciado não é suficiente para compensar as perdas acumuladas nos últimos anos. Estas organizações continuam a pressionar o governo por uma correção mais significativa.
Com a sanção do projeto por Simões, o aumento se tornará oficial, permitindo que os pagamentos retroativos sejam realizados. Sem a assinatura do governador, no entanto, a proposta ainda não terá efeito prático na folha de pagamento dos servidores. A expectativa agora é que o governador atue rapidamente para garantir a implementação do reajuste antes do fechamento do prazo determinante.
