Após a repercussão das declarações, a administração regional fez questão de esclarecer que o governador não tinha informações concretas sobre a presença dos agentes norte-americanos. “O ICE estará aqui apenas para monitorar Vance e Rubio”, disse Fontana em um evento, tentando tranquilizar os jornalistas sobre o papel limitado dos agentes. Entretanto, a administração rapidamente seguiu com um comunicado, enfatizando que o comentário do governador era puramente hipotético. Eles reforçaram que qualquer interpretação que atribuísse a confirmação da presença do ICE à sua declaração não correspondia à verdade.
De acordo com fontes do Departamento de Segurança Pública do Ministério do Interior da Itália, a presença de agentes do ICE durante o evento esportivo está negada. “Todas as atividades de ordem pública e segurança são geridas pelo Ministério do Interior e suas divisões locais”, afirmaram, acrescentando que não houve comunicação oficial sobre a composição da escolta americana.
Além disso, o ICE tem enfrentado sérias críticas no cenário nacional americano, onde suas operações têm sido associadas a abordagens violentas, levando até mesmo a mortes, como a do enfermeiro Alex Pretti, de 37 anos. Este contexto gera uma atmosfera de desconfiança e resistência à atuação do órgão, especialmente em eventos globais como os Jogos Olímpicos, onde a segurança e a imagem internacional são prioridades.
Com a aproximação das Olimpíadas, o debate sobre a segurança pública e a presença de agentes estrangeiros torna-se ainda mais pertinente, refletindo preocupações sobre a integridade das operações e possíveis repercussões na relação entre Itália e Estados Unidos.






