Golpe do Vômito: A Nova Tática Criminosa no Transporte Público de São Paulo
Recentemente, usuários do transporte público em São Paulo têm enfrentado uma nova ameaça: o “golpe do vômito”. Essa técnica criminosa foi destacada por um influenciador digital, que compartilhou sua experiência em um vídeo viral. Guilherme Giaretta relatou que, ao retornar do trabalho em um ônibus, foi abordado por um homem que o distraiu afirmando que algo havia sido derramado em suas costas.
O golpe se inicia com o uso de uma substância pastosa, semelhante a vômito, que é lançada na roupa da vítima. Enquanto o golpista finge ajudar a limpar a sujeira, outra pessoa se aproveita da distração para roubar o celular da vítima. Giaretta só percebeu que havia sido furtado quando buscou seu aparelho e não o encontrou, já com os criminosos fora do veículo.
Outras pessoas também relataram terem sido vítimas deste golpe. Eloise Oliveira, de 30 anos, compartilhou que sofreu um assalto semelhante ao voltar para casa em setembro. Ao contrário de Giaretta, os golpistas que a abordaram falavam português, mas utilizaram táticas idênticas, criando uma distração com o suposto vômito.
Mirian Almeida, outra influenciadora, teve uma experiência parecida e disse que em questão de segundos, enquanto o golpista falava com ela e oferecia um lenço para “limpar” a sujeira, seu celular foi roubado. Esses relatos evidenciam que essa abordagem rápida e astuta tem causado preocupação entre os passageiros do transporte público.
Em busca de esclarecimentos, as autoridades foram questionadas sobre essa nova modalidade de crime nas ruas de São Paulo. A SPTrans, administradora do transporte público, não se manifestou diretamente sobre as reclamações, mas sugeriu que os cidadãos entrassem em contato com a Secretaria de Segurança Pública (SSP). Esta última confirmou a abertura de investigações sobre ocorrências semelhantes, ressaltando a importância de que as vítimas acionem imediatamente a Polícia Militar ao suspeitar de alguma atividade suspeita.
Embora o “golpe do vômito” seja uma tática recente no Brasil, similares têm ocorrido em diversas partes do mundo, como em Buenos Aires e em cidades da Europa, onde criminosos utilizam produtos como ketchup ou mostarda para distrair suas vítimas. Esses casos nos levam a refletir sobre a vulnerabilidade em que muitos se encontram em ambientes públicos, exigindo vigilância constante e medidas de segurança efetivas para proteger os cidadãos.







