Goiás Declara Emergência em Saúde Pública devido ao Aumento de Casos de Síndrome Respiratória, com 42% dos Casos em Bebês até Dois Anos

Goiás Declara Emergência em Saúde Pública Devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave

Recentemente, o estado de Goiás tomou a drástica medida de declarar situação de emergência em saúde pública, motivada pelo alarmante aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Dados revelados até a última atualização indicam que impressionantes 42% dos casos confirmados estão concentrados em bebês de até dois anos de idade, totalizando 1.139 casos dentro de um total de 2.671 registros.

Além das crianças, a faixa etária acima de 60 anos também merece atenção, com 482 casos reportados, representando cerca de 18% do total. A emergência de saúde foi oficializada na quinta-feira, 16, após o estado contabilizar 2.560 casos de SRAG, número que já culminou em 115 mortes.

A medida de emergência é válida por 180 dias e inclui a criação de um centro de operações destinado ao monitoramento e gestão da situação. O governo estadual está ativando aquisições de insumos essenciais e contratando serviços imprescindíveis, com dispensa de licitação, para abordar a situação de maneira eficiente. Isto passa pela autorização para a contratação de pessoal em caráter temporário para o combate à epidemia.

O cenário é de crescente preocupação, especialmente com a circulação da variante K do vírus Influenza, que já foi associada a 148 dos casos de SRAG, enquanto outras infecções virais somam 1.080 casos. O deslocamento do foco para o monitoramento é essencial, tendo em vista a notável predominância desta variante na América do Sul.

Em paralelo, o Distrito Federal também observa atentamente a situação. Embora a variante K do Influenza tenha se tornado predominante, não há indícios de um aumento na gravidade dos casos ou de uma redução na eficácia das vacinas até o momento. Até agora, foram reportados 67 casos de SRAG associados ao Influenza, com um óbito.

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) reforçou as preocupações ao divulgar que houve um aumento generalizado dos casos de SRAG em crianças menores de dois anos em quatro das cinco regiões do Brasil, sendo o vírus sincicial respiratório (VSR) apontado como o principal causador das hospitalizações nessa faixa etária.

Para mitigar os riscos, o Ministério da Saúde está mantendo uma campanha nacional de vacinação contra a influenza, com foco prioritário em grupos mais vulneráveis, como crianças e idosos. A vacinação contra a covid-19 é igualmente incentivada entre os bebês a partir de seis meses, complementando a proteção contra outras doenças respiratórias críticas.

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