Durante a sua fala, o governador, que é aliado de Bolsonaro, referiu-se a uma “crise fiscal contratada”, além de enfatizar a necessidade de um reconhecimento mais claro da deterioração ética que, segundo ele, assola a política brasileira. Este discurso, no entanto, desencadeou uma série de questionamentos por parte de Gleisi, que lembrou o contexto das relações entre os políticos envolvidos. Em sua resposta, ela classificou a postura de Tarcísio como “cara de pau”, ressaltando a contradição entre suas declarações e os acontecimentos recentes em relação aos aliados de Bolsonaro.
A ministra não hesitou em destacar que Fabiano Zettel, conhecedor de suas conexões políticas, foi um dos principais financiadores das campanhas tanto de Bolsonaro quanto de Tarcísio. O empresário está sob investigação, tendo sido preso temporariamente pela Polícia Federal ao tentar embarcar para Dubai. Este episódio reforçou ainda mais a tensão entre as duas figuras políticas, com Gleisi destacando que Zettel doou um total de R$ 5 milhões nas eleições de 2022, destinando R$ 3 milhões a Bolsonaro e R$ 2 milhões à campanha de Tarcísio.
Por fim, Gleisi tomou uma posição firme em relação à crítica econômica feita pelo governador, argumentando que as dificuldades fiscais que o Brasil enfrenta atualmente são heranças do governo Bolsonaro, que teria deixado um rombo significativo nas contas públicas, estimado em R$ 255 bilhões. Essa troca de farpas não apenas ilustra as divisões marcantes na política brasileira, mas também a crescente tensão entre os diferentes grupos em torno do legado de Bolsonaro e os desafios que o país enfrenta em sua reconstrução moral e fiscal.
