Gleisi Hoffmann denuncia “farsa grosseira” após rejeição de relatório da oposição na CPMI do INSS e aponta fraudes desde governo Bolsonaro.

Neste último sábado, a ministra Gleisi Hoffmann, do Partido dos Trabalhadores (PT), fez declarações contundentes após a rejeição do relatório da oposição na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. O resultado da votação, que culminou em 19 votos contrários e 12 a favor, deixou a ministra bastante crítica em relação ao que considera uma tentativa de deturpar os acontecimentos.

Hoffmann destacou que as investigações que emergiram após a Operação Sem Desconto, realizadas pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, revelam um esquema de fraudes que, segundo ela, teve início durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, do PL. A ministra apresentou um tom assertivo ao afirmar que “os fatos são claros”, sugerindo que a transparência e a verdade dos eventos são inegáveis.

Em sua análise, a ministra também defendeu as ações implementadas pelo governo atual, as quais visam fortalecer a integridade do sistema previdenciário e evitar irregularidades semelhantes no futuro. Dentre as iniciativas, Gleisi mencionou o fim das práticas de descontos automáticos, a introdução de novas regras de segurança e a devolução de valores a beneficiários que sofreram prejuízos em decorrência dessas fraudes.

Além das defesas de suas ações, Hoffmann não poupou críticas à atuação da oposição dentro da CPMI, chamando o espaço de “palco de mentiras e politicagem”. Segundo ela, esse jogo político compromete a credibilidade das investigações, que devem seguir em frente, independentemente dos embates partidários.

A ministra reafirmou o compromisso do governo em continuar os trabalhos de investigação e garantir que os responsáveis por quaisquer irregularidades sejam devidamente responsabilizados. Através de sua retórica incisiva, Gleisi Hoffmann sinalizou que as medidas de combate à corrupção e à fraude continuarão a ser uma prioridade, e que a luta por um sistema mais transparente e seguro para os cidadãos brasileiros persistirá, independentemente da oposição.

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