Gleisi Hoffmann deixa Ministério para Disputar Senado no Paraná e Fortalecer PT na Eleição de 2024, em Decisão Estratégica de Lula.

A ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, confirmou nesta quarta-feira sua saída do cargo para concorrer a uma vaga no Senado pelo Paraná. A decisão é resultado de um pedido direto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e reflete uma reorientação em sua estratégia eleitoral, uma vez que inicialmente, Gleisi havia planejado disputar uma cadeira na Câmara dos Deputados. Essa mudança de abordagem faz parte de um esforço do Partido dos Trabalhadores (PT) para consolidar sua presença no Congresso Nacional.

Para que a candidatura se torne viável, Gleisi terá que se desligar do ministério até o início de abril, conforme estipula a legislação eleitoral brasileira. A saída da ministra já está provocando movimentações nos bastidores do Palácio do Planalto e no partido, com intensas articulações sobre quem assumirá a responsabilidade pela articulação política do governo. Este é um momento crucial, especialmente considerando a dinâmica das relações com o Congresso, que têm se mostrado delicadas.

A trajetória política de Gleisi Hoffmann é amplamente reconhecida, especialmente sua experiência como ex-senadora e sua proximidade com Lula. Essa afinidade com o presidente é um importante trunfo em sua nova empreitada, pois a confiança de Lula em sua capacidade de liderar a campanha no Paraná é uma demonstração da estratégia petista para ampliar sua representatividade na casa alta do Legislativo.

Internamente, há uma avaliação otimista sobre sua candidatura, que é vista como uma forma de fortalecer a presença do PT no Paraná, um estado que possui importâncias históricas e políticas para o partido. A expectativa é que, com Gleisi no pleito, o palanque petista ganhe robustez, aumentando as chances de sucesso nas próximas eleições, além de reforçar a influência do PT no Senado. A articulação em torno da substituição no ministério e a organização da campanha são, portanto, questões centrais que devem ocupar os próximos dias na política brasileira.

Sair da versão mobile