Para que a candidatura se torne viável, Gleisi terá que se desligar do ministério até o início de abril, conforme estipula a legislação eleitoral brasileira. A saída da ministra já está provocando movimentações nos bastidores do Palácio do Planalto e no partido, com intensas articulações sobre quem assumirá a responsabilidade pela articulação política do governo. Este é um momento crucial, especialmente considerando a dinâmica das relações com o Congresso, que têm se mostrado delicadas.
A trajetória política de Gleisi Hoffmann é amplamente reconhecida, especialmente sua experiência como ex-senadora e sua proximidade com Lula. Essa afinidade com o presidente é um importante trunfo em sua nova empreitada, pois a confiança de Lula em sua capacidade de liderar a campanha no Paraná é uma demonstração da estratégia petista para ampliar sua representatividade na casa alta do Legislativo.
Internamente, há uma avaliação otimista sobre sua candidatura, que é vista como uma forma de fortalecer a presença do PT no Paraná, um estado que possui importâncias históricas e políticas para o partido. A expectativa é que, com Gleisi no pleito, o palanque petista ganhe robustez, aumentando as chances de sucesso nas próximas eleições, além de reforçar a influência do PT no Senado. A articulação em torno da substituição no ministério e a organização da campanha são, portanto, questões centrais que devem ocupar os próximos dias na política brasileira.






