Gleisi Hoffmann Critica Davi Alcolumbre Após Derrotas do Governo e Avança na Polarização Política em Ano Eleitoral

Em uma série de declarações contundentes, a deputada federal Gleisi Hoffmann (PT-PR) manifestou suas críticas ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), em meio às recentes derrotas do governo no Congresso Nacional. Durante uma entrevista à GloboNews na última segunda-feira, a ex-ministra da Secretaria de Relações Institucionais não hesitou em apontar as falhas nas ações de Alcolumbre, que se tornaram evidentes após o Senado rejeitar a indicação do advogado-geral da União, Jorge Messias, para uma vaga no Supremo Tribunal Federal. Além disso, a recente derrubada dos vetos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PL da Dosimetria, um projeto que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros condenados pelos eventos de 8 de janeiro, intensificou a pressão sobre o governo.

Gleisi Hoffmann enfatizou a prerrogativa do chefe do Executivo de nomear quem julgar necessário, destacando que a escolha de Messias deveria ter sido respeitada, já que não houve contestação quanto à sua competência jurídica ou integridade. Para a parlamentar, a negativa de Alcolumbre foi um ato que refletiu uma postura mais de líder partidário do que de uma figura institucional, interpretando sua decisão como motivada por interesses pessoais, especialmente após a ausência de uma indicação que lhe fosse favorável para o STF.

A deputada também fez um apelo para que o governo reassessesse suas alianças, sugerindo que o foco deve ser em candidatos e partidos que compartilhem dos mesmos objetivos nas próximas eleições. Ela alertou sobre a necessidade de demarcar claramente o espaço político do governo diante de uma possível aliança de Alcolumbre com figuras ligadas ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.

“Até aqui, mantivemos uma aliança de governabilidade no Congresso, e Davi foi correto na maioria das ocasiões”, apontou Gleisi. No entanto, a parlamentar sugeriu que a entrada em um ‘jogo eleitoral’ demanda uma nova estratégia por parte do governo, para evitar que conflitos internos dificultem a unidade necessária para enfrentar adversários externos.

Quando perguntada se suas críticas se dirigiam diretamente a Alcolumbre, ela afirmou que, embora não o considerasse um inimigo, seu comportamento recente foi inadequado, culminando em uma derrota que, segundo ela, afeta diretamente os interesses do país. A tensão entre os poderes continua a crescer, e as palavras de Hoffmann refletem um contexto político em que a governabilidade se torna cada vez mais desafiadora.

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