Gleisi Hoffmann enfatizou a prerrogativa do chefe do Executivo de nomear quem julgar necessário, destacando que a escolha de Messias deveria ter sido respeitada, já que não houve contestação quanto à sua competência jurídica ou integridade. Para a parlamentar, a negativa de Alcolumbre foi um ato que refletiu uma postura mais de líder partidário do que de uma figura institucional, interpretando sua decisão como motivada por interesses pessoais, especialmente após a ausência de uma indicação que lhe fosse favorável para o STF.
A deputada também fez um apelo para que o governo reassessesse suas alianças, sugerindo que o foco deve ser em candidatos e partidos que compartilhem dos mesmos objetivos nas próximas eleições. Ela alertou sobre a necessidade de demarcar claramente o espaço político do governo diante de uma possível aliança de Alcolumbre com figuras ligadas ao pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro.
“Até aqui, mantivemos uma aliança de governabilidade no Congresso, e Davi foi correto na maioria das ocasiões”, apontou Gleisi. No entanto, a parlamentar sugeriu que a entrada em um ‘jogo eleitoral’ demanda uma nova estratégia por parte do governo, para evitar que conflitos internos dificultem a unidade necessária para enfrentar adversários externos.
Quando perguntada se suas críticas se dirigiam diretamente a Alcolumbre, ela afirmou que, embora não o considerasse um inimigo, seu comportamento recente foi inadequado, culminando em uma derrota que, segundo ela, afeta diretamente os interesses do país. A tensão entre os poderes continua a crescer, e as palavras de Hoffmann refletem um contexto político em que a governabilidade se torna cada vez mais desafiadora.
