A paciente relatou que, enquanto se submetia a um exame ginecológico, o médico realizou toques em suas partes íntimas, sob a alegação de “orientação sexual”. Essa justificativa, no entanto, carece de qualquer base técnica ou protocolo reconhecido no campo da medicina. A falta de respaldo para tal conduta demonstra não apenas uma violação dos limites profissionais, mas também uma clara exploração da vulnerabilidade da paciente durante um momento íntimo e sensível.
Após a consulta, a mulher ficou em estado de choque emocional, o que a impediu de procurar ajuda de imediato. Somente sete dias depois, motivada pela confirmação de outros profissionais de saúde quanto à anormalidade dos procedimentos realizados, ela decidiu formalizar a denúncia. Os sintomas persistentes, como insônia e um desespero crescente, contribuíram para sua decisão de buscar não apenas apoio, mas também justiça.
Informações obtidas pela polícia indicam que, durante o atendimento, o médico atendeu a uma chamada pessoal por cerca de cinco minutos, deixando a paciente em uma situação de vulnerabilidade evidente. Além disso, a análise do prontuário eletrônico revelou a ausência de registros clínicos apropriados, como anamnese ou pedidos de exames, o que levanta ainda mais dúvidas sobre a integridade da consulta.
Diante da gravidade das alegações e do potencial risco de novas ocorrências, a PCPR não apenas indiciou o médico, mas também solicitou medidas cautelares, incluindo o afastamento de suas funções públicas e a suspensão de sua prática profissional. O caso gerou uma onda de preocupação na comunidade, evidenciando a importância de garantir um atendimento médico seguro e ético, onde a confiança entre profissional e paciente deve ser respeitada e preservada. A investigação continua, com a polícia ouvindo testemunhas e coletando informações relevantes para detalhar o andamento do caso e proteger as vítimas de possíveis abusos no futuro.
