Ghalibaf enfatizou que essa imposição dos EUA foi um erro que demonstra uma falta de entendimento sobre as dinâmicas geopolíticas na região. Ele ressaltou que, embora o Estreito de Ormuz seja uma importante rota de navegação, a decisão de isolar o Irã é insustentável: “O que significa o cerco? Isso significa que todos podem transitar, exceto o Irã. Que decisão desajeitada e ignorante!”, afirmou. Além disso, o presidente do Parlamento destacou que o Irã mantém o controle sobre as atividades no estreito, desafiando a legitimidade das ações americanas.
Ghalibaf também abordou as discussões recentes que ocorreram em Islamabad, Paquistão, entre autoridades iranianas e delegados americanos, que não resultaram em um acordo. Durante essas negociações, os EUA expressaram interesse em enviar varredores de minas para o estreito, proposta que foi prontamente recusada pelos representantes iranianos. “Consideramos que seria uma violação do cessar-fogo, e se essa ação ocorresse, estaríamos prontos para retaliar”, afirmou o político, indicando que a segurança do Irã não será comprometida.
O parlamentar ainda revelou que, enquanto participava das negociações, recebeu informações sobre a presença de um varredor de minas americano em área estratégica. Ele alertou que, se a embarcação avançasse além de uma determinada linha, seria alvo de um ataque com mísseis. “Adverti a delegação americana de que esse navio estava posicionado e que não hesitaríamos em agir se necessário”, completou Ghalibaf. Com isso, ele reafirmou a capacidade do Irã de controlar o estreito, destacando que, apesar das tensões, o tráfego marítimo na região continua a fluir sob vigilância iraniana.







