Gerson Acusa Flamengo de Má-Fé em Ação Judicial de R$ 42,7 Milhões Relacionada a Direitos de Imagem e Rescisão Contratual.

A situação envolvendo o meia Gerson, atualmente no Cruzeiro, e o Flamengo atingiu um novo patamar judicial, ao se desenrolar uma ação que levanta questões significativas sobre direitos trabalhistas e a relação entre os clubes e seus jogadores. A defesa de Gerson alega que o Flamengo agiu de má-fé ao assinar um distrato que possibilitou a transferência do atleta para o Zenit, da Rússia, no ano anterior. O clube carioca já havia ingressado com uma ação na Justiça, cobrando R$ 42,7 milhões referentes a direitos de imagem.

Na última quarta-feira, os advogados de Gerson protocolaram sua defesa na 25ª Vara Cível do Rio de Janeiro, onde o processo tramita desde janeiro. Segundo a defesa, o jogador cumpriu integralmente a cláusula 6.2 do contrato com o Flamengo, que previa a extinção do vínculo em caso de pagamento total da cláusula indenizatória desportiva. Esse pagamento foi efetivado pelo Zenit, que havia depositado 25 milhões de euros (equivalente a cerca de R$ 160 milhões na época) em 1º de julho de 2025.

Apesar do cumprimento das obrigações do jogador, o Flamengo continua a reivindicar valores associados a direitos de imagem acordados no momento da renovação contratual, uma reclamação que a defesa de Gerson contesta vigorosamente. Os advogados defendem que o Flamengo teria agido de forma dolosa, induzindo Gerson e seu pai a assinar um documento que seria apenas uma formalidade, mas que na verdade continha vícios que comprometiam sua validade.

Ainda segundo a argumentação da defesa, durante o intervalo entre a renovação do contrato e a rescisão amigável, o Flamengo não explorou a imagem de Gerson, sugerindo que o contrato de imagem tinha como objetivo contornar obrigações trabalhistas, caracterizando uma tentativa de burlar a legislação vigente. Os advogados ressaltam também que o clube não cumpriu com a obrigação de pagamento de aproximadamente R$ 6,3 milhões.

O Flamengo foi contatado para se pronunciar sobre as alegações, porém, até o momento da redação deste artigo, não houve resposta. O desdobramento do processo promete trazer novos desafiantes para as relações contratuais entre atletas e clubes no Brasil.

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