Gerardo Renault, pai de Ana Paula do BBB, morre aos 96 anos; filha opta por continuar no reality show após receber a notícia.

Belo Horizonte — O cenário político mineiro e nacional perdeu uma de suas figuras mais icônicas: Gerardo Renault, pai da participante do Big Brother Brasil, Ana Paula Renault. No último domingo, 19 de abril, ele faleceu aos 96 anos, deixando um legado significativo em sua longa trajetória de serviço público. A conhecida influenciadora digital, que se encontra atualmente confinada na aclamada casa do reality show, foi informada da morte do pai durante o programa. Em uma decisão que reflete sua determinação, Ana Paula optou por permanecer na competição, continuando a sua jornada no jogo.

Gerardo Renault encontrava-se internado no Hospital Felício Rocho, localizado na região centro-sul de Belo Horizonte. Desde o dia 3 de abril, ele lutava contra um quadro de confusão mental agravado por desidratação e infecção urinária. Detalhes sobre a causa exata de sua morte ainda não foram divulgados, mas sua saúde já era motivo de preocupações há um tempo.

A carreira de Gerardo Renault na política teve início cedo. Formado em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1952, ele se destacou ao ser eleito vereador de Belo Horizonte em 1951, representando a União Democrática Nacional (UDN). O político não só conquistou esse cargo, mas também foi reeleito por três mandatos consecutivos, evidenciando sua popularidade e influência.

Durante sua gestão na Câmara Municipal, Gerardo desempenhou um papel ativo em diversas comissões e se destacou em atividades de intercâmbio internacional, chefiando a delegação brasileira nos Jogos Mundiais Universitários na Alemanha, em 1952. Sua carreira se expandiu ainda mais quando se tornou deputado estadual em Minas Gerais de 1967 a 1979, contribuindo para importantes processos legislativos, incluindo a redação da nova Constituição estadual.

Em 1978, ele foi eleito deputado federal e, no ano seguinte, assumiu como secretário de Agricultura de Minas Gerais. Com o fim do bipartidarismo, Gerardo Renault se transferiu para o Partido Democrático Social (PDS) e continuou a desempenhar um papel ativo na política, defendendo temas relevantes, como as eleições diretas para a presidência da República em 1984.

Após deixar a Câmara em 1987, ele continuou sua trajetória como advogado em Belo Horizonte e, em 1991, foi eleito presidente do Instituto de Previdência do Legislativo de Minas Gerais. A vida política de Gerardo Renault foi marcada por um comprometimento constante com o desenvolvimento de Minas Gerais e do Brasil, refletindo sua dedicação e paixão pela esfera pública ao longo de várias décadas.

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