Segundo a especialista, a formação do petróleo remonta a centenas de milhões de anos, muito antes da era dos dinossauros. Enquanto os gigantes pré-históricos viveram entre 230 e 65 milhões de anos atrás, as condições que permitiram a formação do petróleo eram predominantemente marinhas, o que torna improvável a contribuição de criaturas terrestres, como dinossauros, nesse processo. A confusão, conforme apontado por Kazachkova, muitas vezes se origina de um raciocínio simplista: a associação entre combustível fóssil, a era dos dinossauros e fósseis encontrados. “O petróleo é um combustível fóssil, e muitos acreditam que a maior parte foi formada na era dos dinossauros, portanto, acham que um dinossauro é petróleo”, explica.
Essa noção incorreta ganhou notoriedade na década de 1930, quando a empresa Sinclair Oil promoveu sítios de escavação de dinossauros, insinuando uma conexão entre os restos de dinossauros e o petróleo da época. Ao longo dos anos, a indústria petrolífera descobriu depósitos de petróleo em camadas geológicas que eram, na verdade, muito mais antigas e não relacionadas aos dinossauros.
Kazachkova ressalta que, embora os dinossauros tenham desempenhado um papel significativo na história geológica da Terra, o petróleo é o legado celular de microrganismos que prosperaram em ambientes aquáticos. Essa nova compreensão é vital não apenas para desmistificar a origem do petróleo, mas também para reconhecer a complexidade da história natural e a importância dos organismos microscópicos na formação de recursos energéticos que moldam nossa sociedade atual. Essa análise revela que o petróleo deve ser visto como produto de processos biológicos antigos e não como um subproduto direto dos gigantes que dominaram a Terra milhões de anos atrás.
