General Heleno propôs plano para infiltrar agentes da Abin em campanhas eleitorais, revela denúncia da PGR envolvendo Bolsonaro em suposta trama golpista.

O ex-ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, general Augusto Heleno, está no centro de uma polêmica após a divulgação de informações contidas em uma denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) nesta terça-feira (18/2). De acordo com a denúncia, o general teria sugerido ao então presidente Jair Bolsonaro a criação de um plano para infiltrar agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em campanhas eleitorais.

Segundo a transcrição de uma reunião ministerial de julho de 2022 descrita na denúncia, o general Heleno mencionou a intenção de montar um esquema para monitorar as atividades dos dois lados durante as eleições. No entanto, receava que qualquer vazamento de informações comprometesse o plano. O ex-presidente Bolsonaro demonstrou preocupação com a possibilidade de a Abin estar realizando tais ações.

A reunião ministerial em questão, conforme a PGR, foi convocada por Bolsonaro com o intuito de incitar os ministros e apoiadores contra o sistema eleitoral brasileiro. O ex-presidente alegava que teria uma ampla margem de votos, mas poderia perder as eleições de forma oficial. Durante a reunião, Bolsonaro levantou a possibilidade de fraude nas eleições daquele ano, sem apresentar provas concretas.

Além do general Augusto Heleno e do ex-presidente Jair Bolsonaro, outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada. A denúncia também inclui acusações de dano qualificado contra o patrimônio da União e grave ameaça.

O caso agora segue para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o relator abrirá prazo para que os advogados dos denunciados apresentem defesa. Posteriormente, a denúncia será analisada pela Primeira Turma do STF, que decidirá se os denunciados se tornarão réus. Se a denúncia for aceita, será aberta uma ação penal com coleta de provas e testemunhas. A situação envolvendo o general Augusto Heleno e Jair Bolsonaro continua a gerar repercussões e polêmicas no cenário político nacional.

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