Segundo a transcrição de uma reunião ministerial de julho de 2022 descrita na denúncia, o general Heleno mencionou a intenção de montar um esquema para monitorar as atividades dos dois lados durante as eleições. No entanto, receava que qualquer vazamento de informações comprometesse o plano. O ex-presidente Bolsonaro demonstrou preocupação com a possibilidade de a Abin estar realizando tais ações.
A reunião ministerial em questão, conforme a PGR, foi convocada por Bolsonaro com o intuito de incitar os ministros e apoiadores contra o sistema eleitoral brasileiro. O ex-presidente alegava que teria uma ampla margem de votos, mas poderia perder as eleições de forma oficial. Durante a reunião, Bolsonaro levantou a possibilidade de fraude nas eleições daquele ano, sem apresentar provas concretas.
Além do general Augusto Heleno e do ex-presidente Jair Bolsonaro, outras 33 pessoas foram denunciadas pela PGR por crimes como abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa armada. A denúncia também inclui acusações de dano qualificado contra o patrimônio da União e grave ameaça.
O caso agora segue para o Supremo Tribunal Federal (STF), onde o relator abrirá prazo para que os advogados dos denunciados apresentem defesa. Posteriormente, a denúncia será analisada pela Primeira Turma do STF, que decidirá se os denunciados se tornarão réus. Se a denúncia for aceita, será aberta uma ação penal com coleta de provas e testemunhas. A situação envolvendo o general Augusto Heleno e Jair Bolsonaro continua a gerar repercussões e polêmicas no cenário político nacional.







