General acusado de planejar golpe se reúne com Bolsonaro um dia antes do ex-presidente sair da reclusão após derrota eleitoral.

Após a derrota nas eleições de 2022, Jair Bolsonaro se reuniu com o general da reserva Mário Fernandes no Palácio do Alvorada, um dos principais suspeitos de planejar um golpe de Estado e as mortes de figuras públicas importantes. A Polícia Federal prendeu um grupo acusado de planejar tais ações, o que gerou ainda mais polêmica em torno do encontro entre Bolsonaro e Fernandes.

De acordo com as investigações da PF, o encontro entre Bolsonaro e Fernandes ocorreu no dia 8 de dezembro de 2022, no Palácio do Alvorada, e durou cerca de 40 minutos. Durante a conversa, Fernandes teria expressado sua insatisfação com as oportunidades perdidas para aplicar o golpe e revelou que Bolsonaro deu aval para a ação ocorrer até 31 de dezembro daquele ano.

Além disso, Fernandes revelou sua preocupação em relação aos apoiadores de Bolsonaro acampados em Brasília, alertando que poderiam se radicalizar ainda mais e fugir do controle. Em outro momento, o general afirmou estar atuando diretamente na orientação dos golpistas, principalmente membros do agronegócio e caminhoneiros.

Após o encontro com Fernandes, Bolsonaro saiu da reclusão que mantinha desde a derrota nas eleições e falou com apoiadores no Palácio do Alvorada, mencionando a importância de “fazer a coisa certa” e “vencer”. Posteriormente, as investigações apontaram que Bolsonaro se reuniu com o comandante do Exército para ajustar detalhes do golpe.

Em uma troca de mensagens com Mauro Cid, Fernandes parabenizou o pronunciamento público de Bolsonaro e comemorou o fato de o ex-presidente ter aceitado o “assessoramento” do grupo que planejava impedir a chegada de Lula ao poder. A mensagem de Fernandes reflete o clima de conspiração e planejamento de ações antidemocráticas que permeavam o governo naquele momento conturbado.

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