O valor já gasto supera amplamente as estimativas iniciais divulgadas pelo secretário da Defesa, que havia projetado custos em torno de 25 bilhões de dólares. Tal discrepância evidencia a dificuldade em planejar orçamentos para operações militares, especialmente em um cenário em que os impactos de uma guerra se estendem além das ações imediatas. O montante considerável inclui aproximadamente 11,9 bilhões de dólares em ativos militares que foram danificados ou perdidos durante os confrontos.
Diante dessa realidade, as autoridades americanas estão atualmente discutindo a possibilidade de um pacote suplementar para financiar a guerra. As novas solicitação de recursos pode oscilar entre 80 bilhões e 100 bilhões de dólares, destinados ao reabastecimento de munições e equipamentos militares consumidos ou destruídos ao longo da campanha. Para o exercício fiscal de 2027, já foi criada uma comissão no Congresso para analisar um orçamento de defesa nacional recorde, que está projetado em cerca de 1,5 trilhão de dólares.
As projeções para o longo prazo são igualmente alarmantes. Espera-se que os custos totais da guerra contra o Irã possam superar 1 trilhão de dólares, considerando não apenas as despesas operacionais, mas também os investimentos necessários para apoio a veteranos e serviços sociais associados.
Além das enormes implicações financeiras, este conflito pode estar desgastando o poderio militar americano. Relatos indicam que os recursos disponíveis para enfrentar outras potências, como a China, estão se esgotando, o que pode impactar negativamente a posição dos Estados Unidos nas negociações internacionais. A próxima cúpula do presidente americano, que ocorrerá com o líder chinês Xi Jinping, está sob forte escrutínio, pois a credibilidade dos EUA no cenário global pode estar em jogo. A combinação de custos crescentes e a necessidade de reavaliar estratégias pode colocar em dúvida a eficácia das políticas atuais do governo.





