Entre as diversas verbas incluídas nessa conta, constam auxílios que foram vetados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em março de 2026, como auxílio-creche e auxílio-moradia. Também estão previstos auxílios para transporte e alimentação, assistência médica e odontológica, além de diárias de viagem, passagens e despesas de locomoção. O histórico dos gastos indica uma volatilidade significativa ao longo dos últimos anos: em 2021, as despesas com auxílios eram de R$ 396,4 milhões, enquanto em 2022 houve um aumento de 16,5%, chegando a R$ 461,7 milhões. Em 2023, os gastos caíram para R$ 398,7 milhões, mas no ano seguinte voltaram a crescer, atingindo os R$ 490,7 milhões.
O salto mais acentuado nos gastos foi observado em 2025, impulsionado principalmente pelo aumento do auxílio-alimentação, que saltou de R$ 330,4 milhões em 2024 para cerca de R$ 571,2 milhões em 2025. Outras despesas também registraram aumentos, com os gastos em diárias de viagem subindo de R$ 1,6 milhão para R$ 9,6 milhões no mesmo período, refletindo uma gestão que tem despertado inquietações.
O Tribunal de Justiça, apesar de receber questionamentos, não forneceu esclarecimentos sobre a explosão nos gastos até o fechamento dessa reportagem. O desembargador Couto, que começou a presidência do TJRJ em fevereiro de 2025, assumiu o governo interino do estado após a renúncia de Cláudio Castro. Enquanto implementa exonerações e auditorias no governo, as despesas no TJRJ, pelo contrário, não apresentaram nenhuma contenção considerável: desde a gestão de seu antecessor, os gastos com pessoal passaram de R$ 3,5 bilhões para R$ 6,2 bilhões em 2025.
Esses dados levantam questões sobre a gestão financeira do Tribunal e a necessidade de um controle mais rígido sobre os gastos públicos. Em um momento em que o Brasil discute a eficiência e a transparência no uso de recursos, os números do TJRJ representam um alerta sobre a sustentabilidade das finanças públicas no estado do Rio de Janeiro.
