Gastos do governo Lula com viagens a serviço alcançam R$ 7 bilhões em três anos, superando despesas de mandatos anteriores e tendências históricas.

Nos primeiros três anos do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o governo federal desembolsou cerca de R$ 7 bilhões em viagens a serviço, de acordo com dados do Portal da Transparência. Este montante se refere a despesas provenientes de ministérios e outras entidades federais, incluindo passagens, diárias e taxas operacionais. É importante ressaltar que esses números não englobam os deslocamentos realizados diretamente pelo presidente da República.

Em 2025, o valor gasto com viagens oficiais alcançou R$ 2,35 bilhões, o que representa uma leve queda de 1% em comparação a 2024, quando os gastos atingiram o pico histórico de R$ 2,37 bilhões. Apesar dessa diminuição pontual, a média de despesas corrente do atual governo se mostra mais elevada do que a dos mandatos anteriores. Além disso, o total gasto desde o início de 2023 já supera a soma das despesas verificadas entre 2017 e 2022, um período marcado pela pandemia, que provocou restrições significativas nas viagens oficiais.

A maior parte dos recursos em 2025 foi direcionada a deslocamentos internos, que somaram R$ 2,079 bilhões. As viagens internacionais, por sua vez, representaram cerca de R$ 276 milhões. Os destinos mais frequentes para as viagens oficiais incluem São Paulo, o Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná e Pará, sendo este último particularmente destacado devido à realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30). Em contraposição, estados como Sergipe, Amapá, Acre, Alagoas e Espírito Santo registraram um número menor de visitas por representantes do Executivo federal.

Os ministérios que mais contribuíram para esses gastos em 2025 foram os da Justiça e Segurança Pública, com R$ 396 milhões; da Defesa, com R$ 311 milhões; da Educação, com R$ 304 milhões; e do Meio Ambiente e Mudança do Clima, que dispendeu R$ 126 milhões. O Ministério do Meio Ambiente explicou que seus gastos estão relacionados a operações de fiscalização ambiental, combate a incêndios e gestão de unidades de conservação. Até o momento, os demais ministérios mencionados não se pronunciaram sobre suas respectivas despesas.

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