Botelho explica que, mesmo na ausência de odores ou sujeira visíveis, o interior das garrafinhas pode ser um verdadeiro habitat para microrganismos. Isso ocorre porque a parede interna do recipiente pode formar um biofilme, uma camada invisível que abriga bactérias e fungos, que só é eliminada com o atrito de uma escovação mais detalhada. O médico observa que fatores comuns do uso cotidiano, como umidade constante, resíduos de saliva e a falta de limpeza interna, além de tampas e vedantes mal higienizados, criam um cenário propício para a proliferação de patógenos.
A umidade do ambiente interno, combinada com o fechamento constante da garrafa, torna-se um território ideal para bactérias e fungos. Neste contexto, a orientação do médico para uma correta limpeza das garrafinhas térmicas é essencial. Ele sugere um método de higienização que pode ser facilmente adotado no dia a dia.
Para a limpeza diária, são recomendados três passos simples: utilizar água com detergente neutro, escovar o interior da garrafa e lavar minuciosamente a tampa e o bocal. Além disso, Botelho recomenda uma higienização mais profunda, que deve ser realizada de uma a duas vezes por semana, utilizando água sanitária e deixando a solução agir por uma noite antes de enxaguar novamente.
Outro ponto crucial mencionado é a secagem correta do recipiente. Após a lavagem, a garrafa deve ser deixada aberta para secar completamente, evitando que restos de umidade sejam guardados. Manter a garrafinha térmica limpa não só melhora a qualidade da água consumida, mas também previne uma série de problemas de saúde. Por isso, cultivar o hábito de higienização é uma prática vital que todos deveriam adotar.






