Em sua postagem, Garotinho manifestou otimismo, mesmo após a denúncia, ao afirmar que o dia anterior havia sido repleto de atividades positivas ao lado do povo fluminense. A declaração, além de impactante, é extremamente séria, pois se utiliza do termo “milícia”, que remete a associações de grupos armados e ilegais, implicando uma crítica severa à condução do DC por esses indivíduos.
Contudo, Garotinho não apresentou evidências concretas para respaldar as alegações feitas em sua publicação. A falta de provas e detalhes sobre a suposta negociação geram mais perguntas do que respostas, uma vez que o candidato não esclareceu quais dirigentes do DC estariam envolvidos no processo ou quais seriam as contrapartidas oferecidas que teriam influenciado a posição política da legenda.
Mesmo diante da gravidade das acusações, Garotinho se mostrou confiante em sua campanha. Ele relatou encontros com lideranças municipais em diversas localidades do interior do estado, incluindo São Francisco de Itabapoana e Bom Jesus, que, segundo ele, demonstraram apoio a sua candidatura. O político também mencionou a intenção de reforçar a campanha junto a prefeituras e câmaras municipais, envolvendo importantes figuras políticas, como Waguinho, que concorre ao Senado, e Marcelo Crivella, anunciado para um próximo evento.
A afirmação de Garotinho, que sustenta que o DC teria se deixado influenciar por interesses escusos, exige uma resposta clara dos citados. Tanto os dirigentes do partido quanto Eduardo Paes e Renato Cozzolino devem ter a oportunidade de se manifestar a respeito dessas declarações, já que implicações de tal magnitude não podem ser deixadas sem contestação. Assim, o cenário político no Rio de Janeiro se intensifica à medida que as eleições se aproximam, e as repercussões dessas alegações poderão influenciar o andamento das campanhas.





