Garota de programa denuncia agressão em motel e revela detalhes de conflito com esposa de cliente: “Fui atacada por três mulheres”.

Na última quinta-feira, uma mulher identificada nas redes sociais como Ariel Deyli relatou ter sido vítima de uma agressão violenta em um motel. Segundo seu testemunho, a situação se desenrolou quando ela foi atender um cliente e, surpresa, foi atacada por três mulheres, entre as quais estaria a esposa do homem que a contatou. Ariel, que atua como garota de programa em Cuiabá, Mato Grosso, compartilhou detalhes do incidente, revelando que foi agredida fisicamente e até ameaçada com uma faca.

Em uma gravação feita logo após o ocorrido, Ariel descreveu as circunstâncias de forma alarmante, afirmando que as agressores tentaram jogar sua moto contra ela e a atacaram sem misericórdia. “Elas agiram como se eu fosse culpada. Esse é meu trabalho. Eu sou do job”, declarou, deixando claro que, apesar da brutalidade, não se sente responsável pela situação.

Ela também mencionou que não registrou um boletim de ocorrência após o ataque, alegando que prefere esquecer o incidente. Ariel argumentou que, devido à natureza de seu trabalho e suas interações nas redes sociais, decidiu não buscar a Justiça. Este ponto é emblemático da precariedade e do estigma que muitas mulheres enfrentam em profissões semelhantes, onde a violência e a discriminação são frequentemente silenciadas.

A agressão física, conforme o Código Penal brasileiro, pode ser categorizada como lesão corporal, cuja pena varia de três meses a um ano de detenção para lesões leves, podendo aumentar consideravelmente dependendo da gravidade das lesões ou se houver resultado fatal. A legislação considera até eventos menos graves, como empurrões, como contravenções penais.

Esse episódio levanta questões cruciais sobre a segurança de profissionais do sexo e a necessidade de mecanismos de proteção efetivos. Especialistas recomendam que, em casos de agressão, as vítimas acionem as autoridades competentes imediatamente e registrem um boletim de ocorrência. Esse procedimento é fundamental para garantir que as agressões não fiquem impunes e para proteger futuras vítimas de crimes semelhantes.

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