Além do estreito de Ormuz, outras áreas críticas da navegação mundial também são destacadas como gargalos logísticos. O estreito de Malaca, por exemplo, localizado entre Cingapura e Malásia, é uma via de transporte que movimenta cerca de 40% do comércio marítimo global, com cerca de 100 mil embarcações anualmente. Sua parte mais estreita é de apenas 2,7 quilômetros, o que levanta preocupações sobre possíveis interrupções. Para mitigar essa vulnerabilidade, a China propõe a construção de um canal na Tailândia, que reduziria significativamente as distâncias percorridas pelas embarcações.
O canal do Panamá, outra articulação fundamental entre os oceanos Atlântico e Pacífico, também enfrenta dificuldades. Em 2023, a região passou por uma seca severa, resultando na redução do tráfego de navios de 36 para 22 por dia. Esse fator, combinado com restrições na carga máxima permitida, afetou cerca de 5% do comércio marítimo global. Disputas legais em torno da concessão do canal geram incertezas adicionais, adicionando mais uma camada de complexidade ao cenário.
O estreito de Gibraltar, por sua vez, conecta o mar Mediterrâneo ao Atlântico, com cerca de 100 mil navios cruzando sua via anualmente. Os riscos de acidentes ambientais, dado o tráfego intenso de petroleiros, são uma preocupação constante na área. Por fim, o estreito de Bab el-Mandeb, que serve como uma passagem entre o mar Vermelho e o mar da Arábia, enfrenta desafios semelhantes, com a instabilidade política na região e ameaças de pirataria elevando o custo e o tempo de navegação.
As vulnerabilidades destas rotas destacam a fragilidade da infraestrutura marítima global e os desafios logísticos que podem impactar a economia mundial. A interdependência entre diferentes regiões do mundo neste contexto exige um olhar atento e soluções inovadoras para mitigar os riscos associados ao transporte marítimo.






