Galípolo revelou detalhes de uma reunião ocorrida em dezembro de 2024 no Palácio do Planalto, que contou com a presença de Lula, do proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro, e de outros integrantes da equipe ministerial. Durante esse encontro, Vorcaro expressou preocupações de que o Banco Master estava sendo alvo de uma “perseguição” por parte de instituições financeiras maiores, o que contribuiu para o cenário atual envolvendo a instituição.
Em meio à divulgação de informações detalhadas e declarações sobre o caso, Galípolo reforçou que nunca se reuniu com o ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir o Banco Master. Os contatos que teve com Moraes estavam relacionados apenas à aplicação da Lei Magnitsky pelos Estados Unidos, uma legislação que visa combater a corrupção e proteger os direitos humanos.
Além disso, Galípolo negou que tivesse recebido telefonemas de Moraes, em resposta a rumores de que o ministro teria feito ao menos seis ligações para ele. Durante a CPI, ele também buscou desmistificar sugestões de um possível conflito entre os dois, enfatizando que a relação entre ambos é “cordial”. O depoimento gerou expectativa, especialmente com a decisão da CPI de aprovar a quebra de sigilo de documentos que estavam sob classificação sigilosa há oito anos.
A história em torno do Banco Master trouxe à tona questões mais amplas sobre a regulação financeira e o funcionamento dos bancos no Brasil, especialmente em um momento em que a transparência e a responsabilidade são demandas crescentes da sociedade. Galípolo, ao defender Campos Neto e esclarecer seu papel, contribui para uma narrativa que busca restaurar a confiança nas instituições financeiras e na capacidade do governo de lidar com casos de complexidade e relevância social.






