Após os Jogos Olímpicos de Paris 2024, a carreira de Medina sofreu uma interrupção brusca em 2025, quando uma lesão grave no tendão do peitoral esquerdo, adquirida durante um treino em Maresias, deixou o tricampeão mundial afastado das competições. O que, à primeira vista, poderia ser interpretado como o início de uma fase descendente para um atleta de 32 anos, tornou-se, na verdade, uma pausa estratégica essencial para a reconstrução de seu estilo de surfe.
Com um convite especial da WSL devido à sua condição, Medina fez seu retorno ao circuito em 2026. Durante essa etapa inicial, apresentou um surfe mais maduro e diversificado, com uma trajetória menos dependente de esforços físicos extremos. Sua performance nas competições, especialmente na “perna australiana”, que incluiu uma semifinal em Bells Beach e a final em Margaret River, representa um dos melhores inícios de temporada de sua carreira, superado apenas pelo ano em que conquistou seu primeiro título mundial, em 2014.
Neste contexto, a hegemonia brasileira no ranking masculino da WSL se destaca, com quatro dos cinco melhores surfistas do mundo representando o país. A lista inclui não apenas Medina, mas também nomes como George Pittar, Miguel Pupo, e Yago Dora. O campeão olímpico Italo Ferreira completa a presença brasileira entre os dez melhores, reforçando uma fase de ouro para o surfe no Brasil.
A próxima etapa do circuito será em Gold Coast, considerado um terreno sagrado para os surfistas brasileiros. O evento terá seu primeiro chamado na quinta-feira, dia 30, com a janela de competição aberta até 10 de maio. Para Medina, a prioridade em Gold Coast vai além da coleta de pontos; é uma oportunidade crucial para reafirmar sua posição de liderança e almejar o tetracampeonato mundial, consolidando sua importância na história do surfe. A expectativa é alta, não apenas para os fãs, mas também para o próprio atleta, que almeja solidificar seu legado nas ondas.
