Zanotti questionou a lógica do agendamento, ressaltando que o horário não é atraente nem para a presença de público no estádio, nem para a audiência televisiva. Em sua publicação, a jogadora fez um comentário mordaz: “Horário bem atrativo para o público ir ao estádio e para acompanhar pela TV. Parabéns aos envolvidos.” Essa crítica destaca a percepção de que os horários das partidas têm um impacto significativo na capacidade de atrair torcedores, especialmente em dias úteis, quando as pessoas estão em seus compromissos diários.
Esse debate sobre a programação dos jogos no futebol feminino não é novo. Com frequência, as atletas e apoiadores levantam preocupações sobre a falta de atenção às necessidades do público e à dificuldade de promover o esporte em horários que permitem uma maior presença nas arquibancadas e uma audiência sólida na televisão. Neste contexto, a escolha de horários à tarde, como no caso do jogo marcado para quinta-feira, torna-se ainda mais questionável.
A tabela da competição prevê partidas entre os dias 20 e 23 de julho, e a maioria dos jogos está agendada para horários mais convenientes, variando entre 16h e 21h45. A única exceção é, portanto, a partida entre Ferroviária e Corinthians. Essa situação levanta um alerta sobre as decisões tomadas em relação ao futebol feminino e a necessidade de melhor planejamento que favoreça tanto os torcedores quanto as atletas, criando um ambiente mais acessível e atrativo para todos. A insatisfação de Zulnotti e outras atletas reflete um desejo compartilhado por mudanças que possam levar o futebol feminino a alcançar novos patamares, não apenas em termos de visibilidade, mas também de estrutura e apoio.
