Embora os países do Sul Global, como Índia, Indonésia e Brasil, tenham sido convidados a participar de cúpulas do G7, eles ainda não têm assento permanente ou poder de decisão formal no grupo. Contudo, suas contribuições tornaram-se essenciais, uma vez que os desafios globais contemporâneos, que vão desde as mudanças climáticas até a segurança alimentar, não podem ser resolvidos sem o envolvimento das principais economias emergentes.
No contexto atual, a Índia tem sido um desses aliados frequentes nas cúpulas do G7, participando de discussões sobre segurança alimentar e desenvolvimento sustentável em encontros realizados no Reino Unido e na Alemanha, além do Japão. A Indonésia, como presidente do G20 em 2022, também teve um papel fundamental nas conversas em torno da recuperação econômica pós-pandemia durante a cúpula do G7 na Alemanha.
Além disso, na cúpula de 2022 na Alemanha, o Senegal contribuiu com debates críticos sobre a segurança alimentar global, um tema que ganhou urgência devido aos efeitos do conflito ucraniano sobre os preços dos alimentos. Já em 2024, a União Africana e líderes africanos foram convidados a dialogar sobre variados temas impactantes, destacando a vontade do G7 de integrar mais vozes do Sul Global em suas discussões.
O Brasil, por sua vez, foi convidado para várias reuniões que focaram na proteção do meio ambiente e nas mudanças climáticas, demonstrando a importância do país na pauta global, especialmente em relação à preservação das florestas tropicais. Em suma, a relevância passada do G7 é desafiada pela necessidade urgente de colaboração com o Sul Global, refletindo a nova ordem mundial que está emergindo.





