No entanto, se surgirem questões que demandem discussão, como tarifas comerciais ou a classificação de facções criminosas brasileiras como grupos terroristas, essa nova reunião poderia ser considerada. Importante ressaltar que a efetivação de tal conversa dependeria de tratativas prévias entre as assessorias dos dois presidentes. Até o momento, o governo brasileiro não formalizou o pedido para essa reunião.
É importante lembrar que, mesmo na ausência de uma reunião oficial, Lula e Trump têm grandes chances de se encontrar durante a cúpula do G7, considerando que a quantidade de participantes é restrita. O evento conta com a presença das sete maiores economias do mundo, e, embora o Brasil não integre esse seleto grupo, recebeu um convite dos anfitriões franceses.
Recentemente, Lula manifestou sua determinação em participar do G7, especialmente em face da possibilidade de novas tarifas serem impostas aos produtos brasileiros. Durante uma reunião ministerial, o presidente destacou a importância de um diálogo forte no âmbito do multilateralismo e da defesa das instituições democráticas. “Preciso alguém colocar ordem na casa”, afirmou.
Desde o último encontro em Washington, os Estados Unidos passaram a classificar facções brasileiras, como o PCC e o CV, como organizações terroristas e finalizaram investigações que consideram práticas comerciais desleais, sugerindo tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros. Essas tarifas estão pautadas em relatos que criticam políticas brasileiras, destacando aspectos desde o uso do sistema de pagamentos Pix até questões de desmatamento, considerados “irrazoáveis” e que limitam as trocas comerciais.
A análise do cenário tarifário também está ligada a manobras políticas internas de Trump, que têm sido interpretadas por economistas e especialistas como uma tentativa de reestabelecer seu “muro tarifário” após decisões adversas em tribunais americanos. As implicações desse cenário estão chamando a atenção do governo brasileiro, que, mesmo sem uma reunião confirmada, planeja abordar o tema das tarifas durante suas intervenções na cúpula do G7, que se debruçará sobre os desequilíbrios macroeconômicos globais.
