O diretor de Arbitragem da CBF, Netto Góes, avaliou a estreia das novas regras de forma positiva, destacando que, apesar de ser cedo para uma avaliação definitiva, os primeiros resultados já demonstram avanços significativos em termos de fluidez e dinamismo nas partidas. Ele acredita que o aumento do tempo de bola rolando oferece uma experiência mais satisfatória aos torcedores, tornando o espetáculo mais atraente.
Entre as situações emblemáticas que ocorreram, um episódio durante o confronto entre Fluminense e Palmeiras ilustra bem a nova abordagem da arbitragem. O árbitro Daronco precisou utilizar o sinal de proibição de aglomerações, também conhecido como “sinal de X”, para evitar a formação de um “bolinho” de jogadores em torno da arbitragem, uma medida destinada a minimizar tensões e interrupções desnecessárias.
Outra situação relevante aconteceu em um jogo que contou com a participação de Neymar. Após o goleiro Gabriel Brazão receber atendimento médico, o atacante foi obrigado a deixar o campo e esperar um minuto antes de poder retornar, seguindo um novo protocolo que visa reduzir o tempo de atendimentos durante os jogos.
A aplicação das regras antíceras também trouxe controvérsias. Na partida entre Vitória e Botafogo, o jogador Arthur Cabral recebeu cartão vermelho por esconder a boca durante uma discussão com o técnico Jair Ventura, um ato que vai contra as novas diretrizes. Sandro Meira Ricci, presidente da Comissão de Arbitragem da CBF, reforçou a necessidade de uma adaptação coletiva a essas mudanças, ressaltando a importância da cooperação entre árbitros, jogadores e comissões técnicas para promover um jogo mais dinâmico.
Entretanto, as mudanças não ocorreram de forma homogênea em todos os jogos. Um dos principais pontos de discordância foi a definição do momento exato em que deve ser iniciada a contagem do tempo de jogo. Além disso, surgiram reclamações sobre a falta de uniformidade na aplicação dos critérios entre as diferentes partidas.
Nesse sentido, a primeira rodada sob as novas regras funcionou como um período de adaptação, onde jogadores, técnicos e árbitros se familiarizaram com as novas normas. Nos nove primeiros jogos da 23ª rodada, o tempo médio de bola em jogo foi de 55 minutos e 29 segundos, um aumento significativo em relação ao tempo registrado anteriormente, embora ainda abaixo da meta de 57 minutos estipulada pela CBF como ideal para uma segunda fase de evolução nas regras.




