Furto de energia elétrica atinge recorde em 2023 no Brasil, ultrapassando 40,8 TWh e impactando diretamente o bolso dos consumidores

Em 2023, o Brasil enfrentou um aumento recorde no furto de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”. Os casos de “perdas não técnicas” aumentaram em 20% em relação ao ano anterior, chegando a 40,8 TWh (terawatts por hora), contra os 34,2 TWh registrados em 2022. Esses dados alarmantes foram divulgados em um levantamento realizado pela Abradee (Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica) com base em informações da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).

Alagoas se destacou como um dos 10 estados com maior volume de gatos em 2023. Apesar de ser a segunda menor unidade da federação, o estado teve um total furtado de 0,44 TWh, representando 17,2% da energia distribuída e não faturada. A nível nacional, Amazonas, Amapá, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Pernambuco, Alagoas, Ceará, Bahia e Espírito Santo foram os estados com as maiores porcentagens de furto de energia.

Esse cenário tem um impacto direto nas contas de luz dos consumidores, resultando em tarifas mais altas. O custo financeiro apenas com os gatos de energia foi de R$ 10,1 bilhões em 2023, considerando o custo médio de aquisição de energia pelas distribuidoras e o montante de energia perdida.

É importante ressaltar que a quantidade furtada de energia supera a geração da hidrelétrica de Belo Monte, a segunda maior do Brasil. Enquanto Belo Monte tem capacidade de gerar em média 4.418 MW, os furtos de energia equivalem a 4.655 MW médios. Além disso, os gatos correspondem a 60% do fornecimento de energia elétrica da usina de Itaipu para o mercado brasileiro.

Diante desse cenário preocupante, medidas eficazes precisam ser adotadas para combater o furto de energia no país e garantir a segurança do sistema elétrico e o equilíbrio nas tarifas de energia para os consumidores.

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