Segundo o jornal belga Le Soir, o empresário Paul Conway, que adquiriu o clube em 2017, chegou a ser trancado por torcedores em protesto aos resultados ruins do time, que terminou na 13ª posição da segunda divisão. Durante o processo de falência, foi descoberto que os relatórios financeiros referentes aos anos de 2018 e 2021 estavam adulterados, o que complicou ainda mais a situação do clube.
Campeão da segunda divisão nas temporadas 1997/98 e 2012/13, o KV Oostende perdeu o direito de disputar qualquer liga profissional de futebol após a falência. Os dirigentes do time informaram que seria inviável quitar a dívida até junho para manter o clube em funcionamento, o que levou à decisão de encerrar as atividades.
Uma possível solução para o clube seria a fusão com outra equipe localizada em um raio de 30 quilômetros da mesma região, desde que o nome do KV Oostende fosse alterado para participar das competições. Durante o enterro da agremiação, vídeos compartilhados nas redes sociais mostraram a torcida emocionada, chorando, cantando alto e até mesmo carregando “caixões” simbólicos em homenagem ao clube.
O encerramento das atividades do KV Oostende representa não apenas o fim de um time de futebol, mas também o fim de uma história centenária que conquistou títulos e marcou a vida de muitos torcedores. A tristeza e saudade sentidas no funeral demonstram o impacto que o esporte pode ter na vida das pessoas e como o fim de um clube pode gerar uma comoção tão grande na comunidade esportiva.





