Funeral comovente em Gaza homenageia cinegrafista morto em ataque israelense, em meio a escalada de violência.

Neste sábado, um funeral comoveu dezenas de jornalistas no sul da Faixa de Gaza, devastada pela guerra entre o Hamas e Israel. O motivo do luto era a morte do cinegrafista da Al Jazeera, Samer Abu Daqqa, que foi vítima de um ataque israelense enquanto fazia reportagens em uma escola na cidade de Khan Yunis. O corpo do jornalista, que usava colete à prova de balas e capacete, foi cercado por uma multidão antes de ser enterrado em uma cova cavada por seus colegas de profissão.

O chefe do escritório da Al Jazeera em Gaza, Wael al-Dahdouh, também foi ferido no mesmo ataque que vitimou Abu Daqqa. Tragicamente, al-Dahdouh perdeu sua esposa e dois filhos em um ataque israelense separado nas primeiras semanas da guerra.

De acordo com a versão do exército israelense, eles tomam medidas operacionalmente viáveis para proteger civis e jornalistas em Gaza. No entanto, a Al Jazeera divulgou um comunicado acusando as forças israelenses de dificultarem o acesso de ambulâncias e equipes de resgate ao local do ataque, o que teria ocasionado a morte de Samer Abu Daqqa.

O ataque que vitimou o cinegrafista também resultou na morte de três membros da força de defesa civil, que tiveram seus funerais realizados no mesmo sábado. Com isso, a Al Jazeera responsabilizou Israel por perseguir e matar sistematicamente jornalistas e suas famílias, enquanto o Comitê para a Proteção dos Jornalistas relatou a morte de mais de 60 jornalistas e funcionários da mídia desde o início da guerra.

A guerra entre Israel e o Hamas começou após um ataque sem precedentes dos militantes palestinos em outubro, resultando em um número alarmante de vítimas, a maioria civis. Prometendo destruir o Hamas e resgatar reféns raptados pelos militantes, Israel lançou uma ofensiva massiva que deixou grande parte do território de Gaza em ruínas, com um saldo de pelo menos 18.800 mortos, a maioria mulheres e crianças, segundo o Ministério da Saúde de Gaza.

A situação na Faixa de Gaza continua crítica e a comunidade internacional segue atenta e preocupada com o desenrolar dos acontecimentos. Enquanto isso, jornalistas e civis continuam sendo vítimas dos conflitos que assolam a região.

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