Fundo IG4 BTG Pactual assume gestão de 95 escolas em Minas por 25 anos com investimento de R$ 5,1 bilhões em infraestrutura e serviços.

Gestão Privada pela IG4 BTG Pactual Health Infra de 95 Escolas em Minas Gerais

Na última segunda-feira, o fundo de investimento em participações (FIP) IG4 BTG Pactual Health Infra foi escolhido para gerenciar a infraestrutura e os serviços de 95 escolas públicas em Minas Gerais. O contrato, que terá uma duração de 25 anos, foi definido após a realização de um leilão na B3, a bolsa de valores de São Paulo, onde a proposta vencedora apresentou um valor mensal de R$ 22,35 milhões. Essa cifra representa um deságio de 14,17% em comparação com o valor estipulado no edital inicial.

O governo de Minas Gerais anunciou que está previsto um investimento de aproximadamente R$ 5,1 bilhões ao longo do período de concessão, com a finalidade de modernizar a infraestrutura das escolas, beneficiando cerca de 7 mil estudantes em 34 municípios. As responsabilidades do fundo incluem a reforma e manutenção de prédios, além de serviços essenciais como abastecimento de água, energia e acesso à internet.

Importante frisar que esta parceria não abrange a gestão pedagógica, que continuará a ser responsabilidade da Secretaria de Educação do estado. As melhorias oferecidas pelo projeto deverão modernizar salas de aula, bibliotecas, laboratórios e refeitórios, além de revitalizar quadras poliesportivas e espaços gerais das escolas.

O secretário de Infraestrutura, Mobilidade e Parcerias, Pedro Bruno Barros de Souza, salientou que essa abordagem permitirá que os educadores se concentrem integralmente no ensino, mencionando que a economia gerada com o deságio da proposta vencedora trará benefícios significativos para os cofres públicos de Minas Gerais. Ele também indicou que existem outras oportunidades para parcerias público-privadas (PPPs) na educação.

Por outro lado, a iniciativa tem gerado resistência. Várias entidades que representam trabalhadores da educação na região manifestaram preocupações, alegando que a inclusão de empresas privadas pode resultar em demissões em massa e precarização dos serviços, além de comprometimento da gestão democrática nas escolas. Críticos, incluindo o Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (Sind-UTE), questionam a legalidade do processo, apresentando denúncias ao Tribunal de Contas do Estado.

No entanto, a proposta de PPP em Minas não é um caso isolado. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, anunciou a realização de um leilão semelhante, visando o gerenciamento e reforma de 98 escolas públicas. A expectativa é que essas iniciativas moldem o futuro da educação na região, proporcionando à administração escolar um foco maior nas atividades pedagógicas, enquanto um contrato privado cuida das necessidades estruturais e operacionais.

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