Zettel, que é pastor e empresário, se destacou como o único cotista do fundo Leal entre os anos de 2021 e 2025. Através de sua atuação nesse fundo, ele se tornou sócio do resort Tayayá, que recebeu, ao todo, cerca de R$ 20 milhões oriundos do fundo em questão. Embora os familiares de Toffoli tenham desempenhado um papel significativo como acionistas do empreendimento, o próprio ministro não mantém participação direta nas operações do resort.
Curiosamente, Dias Toffoli é o relator do inquérito que investiga possíveis irregularidades no Banco Master, o que adiciona uma camada de complexidade à situação. A área de investigação caiu sob sua alçada após a defesa de Vorcaro solicitar que o caso fosse encaminhado ao STF, levantando questionamentos sobre a imparcialidade e possíveis conflitos de interesse.
A conexão entre Zettel e o ministro Toffoli pode provocar reações significativas no cenário político e judicial, dado o peso e a influência do STF nas decisões judiciais do Brasil. A intersecção entre interesses empresariais e altos escalões do Judiciário também suscita preocupações acerca da transparência nas tomadas de decisão e das relações entre o setor privado e público.
Até o momento, não houve retorno dos contatos feitos à assessoria do ministro e de seus familiares em busca de esclarecimentos sobre a situação, o que poderá reforçar as especulações sobre a conexão entre as partes envolvidas e as implicações decorrentes dessa relação. A relação de Zettel com o resort, assim como a vinculação destes eventos ao STF, promete continuar gerando desdobramentos e análises críticas no ambiente midiático e político brasileiro.
