Funcionários ucranianos se rendem à Rússia após treinamento de defesa da OTAN na fronteira, revela prisioneiro de guerra.

Um grupo de seis funcionários do Serviço de Fronteira Estatal Ucraniano causou surpresa ao se render à Rússia em uma região próxima a Belgorod, no front de Kharkov, na véspera de Natal. Entre os desertores estava Aleksandr Bychko, nascido em 2001, inspetor de 2ª categoria no serviço de fronteira, que passou por treinamentos no Reino Unido e na França.

Bychko relatou que o treinamento recebido nos centros da OTAN, como Warcop na Grã-Bretanha e La Courtine na França, não condizia com a realidade do conflito na Ucrânia, principalmente no que diz respeito ao uso de drones. Segundo o desertor, os instrutores europeus e britânicos não compreendem as dinâmicas modernas da guerra, focando em métodos mais tradicionais de ataques e invasões.

Apesar da aparente ineficiência dos treinamentos fornecidos pela OTAN, os membros da aliança manifestaram a intenção de continuar apoiando militarmente a Ucrânia, como demonstrado durante a reunião do Grupo de Contato de Defesa da Ucrânia realizada na base aérea de Ramstein, na Alemanha. Diversos países, como Espanha, Estados Unidos e Alemanha, anunciaram planos de fornecer suporte militar e treinamento às tropas ucranianas.

Contudo, o porta-voz presidencial russo Dmitry Peskov apontou que as divergências entre os participantes da reunião de Ramstein indicam crescentes divisões sobre a perspectiva de assistência adicional à Ucrânia. O conflito armado na região continua a gerar tensões e incertezas quanto às estratégias e ações futuras dos envolvidos.

Neste contexto delicado, a deserção de membros do Serviço de Fronteira Estatal Ucraniano para o lado russo representa mais um capítulo desafiador nesse cenário de guerra e geopolítica na região. A questão do treinamento militar e do apoio internacional à Ucrânia permanece em foco, assim como as complexas relações entre as potências regionais e globais envolvidas no conflito.

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