O presidente Ruto destacou que a reabertura do posto fronteiriço de Mandera é essencial. Ele lamentou o isolamento que os quenianos enfrentavam, particularmente aqueles que tinham laços familiares e comerciais do lado somali da fronteira. “É inaceitável que os quenianos em Mandera permaneçam isolados de seus parentes e vizinhos na Somália”, afirmou Ruto, enfatizando a urgência de restaurar a conectividade para promover o comércio e a prosperidade mútua entre as duas nações.
Essa movimentação não apenas almeja revitalizar a economia de ambas as partes, mas também busca restaurar relações bilaterais que foram prejudicadas pela longa ausência de intercâmbio. O presidente fez um apelo aos cidadãos, pedindo que denunciem atividades suspeitas ou militantes que possam utilizar a reabertura para propósitos ilícitos.
O Al-Shabab, grupo que tem confrontado o governo federal da Somália e a presença de agências internacionais, como a ONU, há anos, tem tentado instaurar uma versão rigorosa da Sharia no país. Os esforços anteriores para reabrir a fronteira, como as tentativas feitas em 2022, falharam em ganhar tração suficiente, mas, agora, com um foco renovado nas relações diplomáticas, a expectativa é que a reabertura ajude a mitigar os conflitos e incertezas que caracterizam a região.
O cenário atual promete não apenas um renascimento nas interações comerciais, mas também um passo significativo na busca por estabilidade e paz entre os dois países, mostrando que, apesar dos desafios, há um caminho em direção ao diálogo e à cooperação no continente africano.
