Fronteira entre Somália e Quênia será reaberta após 15 anos, permitindo revitalização do comércio e conectividade entre os povos em abril de 2026.

A reabertura da fronteira entre o Quênia e a Somália, marcada para abril deste ano, representa um marco significativo nas relações entre os dois países do leste africano. Após 15 anos de fechamento, resultante de um aumento nas atividades do grupo militante Al-Shabab, a decisão foi anunciada pelo presidente queniano, William Ruto. As operações na região foram severamente impactadas desde 2011, quando a fronteira foi encerrada devido a preocupações de segurança que afligiam tanto os quenianos quanto os somalis.

O presidente Ruto destacou que a reabertura do posto fronteiriço de Mandera é essencial. Ele lamentou o isolamento que os quenianos enfrentavam, particularmente aqueles que tinham laços familiares e comerciais do lado somali da fronteira. “É inaceitável que os quenianos em Mandera permaneçam isolados de seus parentes e vizinhos na Somália”, afirmou Ruto, enfatizando a urgência de restaurar a conectividade para promover o comércio e a prosperidade mútua entre as duas nações.

Essa movimentação não apenas almeja revitalizar a economia de ambas as partes, mas também busca restaurar relações bilaterais que foram prejudicadas pela longa ausência de intercâmbio. O presidente fez um apelo aos cidadãos, pedindo que denunciem atividades suspeitas ou militantes que possam utilizar a reabertura para propósitos ilícitos.

O Al-Shabab, grupo que tem confrontado o governo federal da Somália e a presença de agências internacionais, como a ONU, há anos, tem tentado instaurar uma versão rigorosa da Sharia no país. Os esforços anteriores para reabrir a fronteira, como as tentativas feitas em 2022, falharam em ganhar tração suficiente, mas, agora, com um foco renovado nas relações diplomáticas, a expectativa é que a reabertura ajude a mitigar os conflitos e incertezas que caracterizam a região.

O cenário atual promete não apenas um renascimento nas interações comerciais, mas também um passo significativo na busca por estabilidade e paz entre os dois países, mostrando que, apesar dos desafios, há um caminho em direção ao diálogo e à cooperação no continente africano.

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