O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu alertas para a ocorrência de chuvas intensas em grande parte do Brasil. As regiões afetadas incluem uma faixa que se estende do Norte ao Nordeste e outra que abrange o Sudeste até o Centro-Oeste, sendo alertadas sobre “perigo” devido à possibilidade de precipitações severas. No Sul do país, o alerta se refere ao “perigo potencial” de ventos fortes, configurando uma situação de atenção.
Analisando a previsão para o Sudeste, a frente fria atua de maneira mais sutil, mas ainda assim favorece a entrada de umidade na região, especialmente em Minas Gerais, Rio de Janeiro e sul do Espírito Santo. Enquanto há chances de chuvas isoladas, a expectativa é de que a maior parte do estado de São Paulo enfrente mais névoa do que precipitação.
No Sul do país, o cenário é marcado pela chegada de uma massa de ar frio, caracterizando a primeira incursão significativa do outono. As temperaturas devem despencar, com mínimas variando entre 12°C e 15°C no Rio Grande do Sul, com registros ainda mais baixos nas áreas de maior altitude. Em Santa Catarina e no sul do Paraná, as mínimas ficam entre 14°C e 17°C. No entanto, além do frio, o estado gaúcho está sob alerta para ventos fortes, com a Defesa Civil sinalizando a possibilidade de rajadas que podem variar de 70 km/h a 90 km/h no extremo sul, apresentando risco moderado de destelhamento e quedas de árvores. Da mesma forma, o Nordeste e o litoral médio e norte do Rio Grande do Sul também estão em alerta, onde as rajadas podem atingir entre 60 km/h e 80 km/h.
Em outras regiões do Brasil, a instabilidade permanece como identificação-chave do clima. No Norte, grandes volumes de chuva são esperados especialmente no Amazonas, Acre, Rondônia e áreas do norte do Pará, além de trechos do Maranhão e Piauí. A combinação de calor e alta umidade propicia a formação de nuvens carregadas, resultando em trovoadas e rajadas de vento, notavelmente à tarde. Já no Centro-Oeste, são esperadas pancadas isoladas de chuva, principalmente entre Mato Grosso e o norte de Mato Grosso do Sul, enquanto a ZCIT garante a presença de áreas instáveis no Nordeste, que se concentram mais ao norte da região.






