Segundo relatos, Nadir demonstrou coragem ao tentar salvar suas irmãs, conseguindo resgatar algumas delas. No entanto, ao se dedicar integralmente a essa ação, perdeu as forças e acabou submersa. Uma das irmãs presentes ainda tentou socorrê-la, mas, lamentavelmente, Nadir já estava inconsciente quando finalmente foi retirada da água.
Monsenhor Bruno Lins, que atuou como diretor espiritual de Nadir por um período considerable, ressaltou que a freira não se conformava com o ordinário. Ele descreveu Nadir como uma mulher que vivia intensamente sua busca espiritual, sempre se esforçando por uma vida plena e autêntica. “A Irmã Nadir não era uma pessoa de meios-termos. Sua devoção era uma expressão genuína do amor por Deus”, declarou Lins.
Natural do interior da Bahia, Nadir nasceu em 10 de agosto de 1980. Mudou-se para São Paulo aos seis anos e, durante sua juventude, viveu um período afastada da religiosidade, identificando-se com movimentos punk e anarquistas. Contudo, essa fase rebelde foi transformada pela força do Espírito Santo, que a conduziu a uma entrega total à vida religiosa.
Ao longo de sua trajetória, a freira fez do lema de São João Paulo II, “O amor me explicou tudo”, seu guia. O impacto de sua partida é imensurável para aqueles que a conheceram e admiravam sua determinação. O funeral de Nadir está agendado para a próxima quinta-feira, às 16h (horário local), na Igreja Matriz de San Giovanni La Punta, onde será celebrado pelo arcebispo Luigi Renna. Essa cerimônia será uma oportunidade para a comunidade homenagear uma mulher cuja vida foi marcada pela entrega ao amor e ao serviço ao próximo.





