Os dados também mostram que as perdas financeiras resultantes desses crimes aumentaram significativamente. Neste ano, 78% dos profissionais latino-americanos relataram um crescimento nas perdas devido a fraudes, um aumento considerável em comparação com os 57% de 2025. No Brasil, a situação é ainda mais crítica, com 89% dos especialistas afirmando que as tentativas de fraude em suas instituições estão aumentando, superando a média global de 81%.
Este fenômeno afeta não apenas as instituições financeiras, mas também os clientes, que enfrentam perdas significativas. Entre os respondentes brasileiros, 74% relataram que seus clientes perdem mais de 5 milhões de dólares anualmente devido a fraudes e golpes, com 44% informando que esse valor ultrapassa 10 milhões.
O estudo ainda destaca a crescente influência da Inteligência Artificial (IA) na facilitação dessas fraudes. A pesquisa indica que 88% dos envolvidos acreditam que a IA aumentou a sofisticação das fraudes, com 89% dos profissionais na América Latina reconhecendo que suas instituições já foram alvo de ataques desse tipo. Esses criminosos utilizam ferramentas de IA para enganar vítimas, imitando marcas confiáveis e falsificando documentos, o que torna a detecção de fraudes consideravelmente mais difícil.
Os tipos de fraudes mais prevalentes impulsionadas pela IA incluem engenharia social através de deepfakes, ataques automatizados de phishing e lavagem de dinheiro. Adicionalmente, as tentativas de fraude estão sendo alimentadas pelo aumento das plataformas de pagamento instantâneo e o uso de automação.
Nesse cenário complexo, o setor bancário se vê diante do desafio de investir em estratégias antifraude eficazes, mesmo sem garantia de resultados. Embora quase 48% das instituições gaste mais de 10 milhões de dólares anualmente para combater fraudes, 76% ainda reportam perdas crescentes.
A pesquisa também revela que muitas instituições carecem de eficácia em suas estratégias de detecção, com 48% identificando contas laranja apenas após a primeira transação e apenas 20% conseguindo detectá-las antes de qualquer movimentação.
Por fim, a colaboração entre bancos surge como uma solução promissora. 85% dos profissionais acreditam que o compartilhamento de informações em tempo real poderia melhorar significativamente a capacidade das instituições em prevenir fraudes, apesar de barreiras como regulamentações de privacidade e medo de responsabilidade legal ainda serem desafios a serem superados. Essa combinação de fatores complexos exige uma abordagem inovadora e colaborativa para enfrentar um dos maiores desafios da segurança financeira na região.





