O que torna esse caso ainda mais perturbador é o fato de que o suspeito já respondia por estupro de vulnerável contra a própria filha. Segundo informações da Polícia Federal, a prisão preventiva do indivíduo já havia sido decretada com base em indícios de abuso sexual praticado contra a adolescente, que resultou em uma gravidez entre os 13 e 16 anos.
Além do crime de estupro, o homem também estava envolvido no esquema fraudulento da pensão por morte de um agente da Polícia Federal falecido em 1988. Sua esposa, que recebeu o benefício até 2016, faleceu, e o filho decidiu continuar recebendo de forma ilegal, utilizando a sogra como beneficiária original.
Para viabilizar o esquema, o investigado falsificou procurações públicas e particulares, que foram apresentadas em cartórios, na PF e no banco responsável pelo pagamento do benefício. A fraude perdurou de abril de 2016 até outubro de 2022, e o homem chegou a usar os documentos falsos para realizar a prova de vida exigida para o recebimento da pensão.
A situação se torna ainda mais obscura com o falecimento da mãe do suspeito, cujo óbito não foi registrado em cartório. O homem realizou um velório em uma igreja que ele próprio construiu, onde se apresentava como pastor, e ocultou o corpo. Até hoje, o cadáver não foi localizado.
Diante de tantas irregularidades, a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em Arapiraca e Maceió. Os crimes investigados incluem estelionato qualificado, falsificação de documentos, associação criminosa, lavagem de dinheiro e ocultação de cadáver. A comunidade local está perplexa e ansiosa por mais informações sobre esse caso que chocou o estado de Alagoas.
