Francisco Dornelles e Eduardo Barbosa são lamentados pelos senadores após suas mortes. Tristeza marca o cenário político.

Nesta quarta-feira (23), faleceu aos 88 anos o ex-senador Francisco Dornelles, presidente de honra do PP. Ele estava internado em um hospital no Rio de Janeiro (RJ). Dornelles teve uma vasta trajetória política, tendo ocupado cargos como senador, deputado federal, governador do Rio de Janeiro, secretário da Receita Federal e ministro da Fazenda.

Francisco Dornelles nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1935, em uma família com tradição política. Ele era sobrinho de Tancredo Neves e primo de Aécio Neves. Sua morte foi lamentada por diversos senadores, incluindo o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, que descreveu Dornelles como um defensor incansável da democracia. Pacheco destacou a atuação do ex-senador na Constituinte de 1988 e ressaltou sua honradez e ética durante seu mandato.

Outros senadores, como Rogério Marinho, Nelsinho Trad e Astronauta Marcos Pontes, também manifestaram solidariedade aos familiares e amigos de Dornelles. Esperidião Amin definiu o ex-senador como um “grande companheiro” e Carlos Portinho afirmou que o Rio de Janeiro e o Brasil perdem um “ícone da política”. O senador Romário ressaltou a atuação de Dornelles em defesa dos interesses do estado fluminense.

Além das manifestações no Senado, diversos senadores prestaram homenagens a Dornelles nas redes sociais. Randolfe Rodrigues destacou sua dedicação à política, Plínio Valério lamentou a perda importante para a política brasileira e Eduardo Braga enviou seus sentimentos aos familiares. O senador Izalci Lucas afirmou que Dornelles será bem acolhido na vida eterna.

Francisco Dornelles teve uma carreira extensa e diversificada no serviço público. Foi secretário da Receita Federal, ministro da Fazenda, do Trabalho e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. Também foi deputado federal por cinco mandatos seguidos e senador entre 2007 e 2014. No Rio de Janeiro, assumiu como governador interino e depois definitivamente após a prisão do governador Pezão.

Em 2019, Dornelles e Pezão foram considerados inelegíveis até 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral por abuso de poder econômico nas eleições de 2014. Nos últimos anos, Dornelles se afastou da vida pública. Em 2022, foi lançada uma biografia sobre ele, intitulada “O poder sem pompa”, escrita pela jornalista Cecília Costa, que relembra passagens de sua trajetória.

Além do falecimento de Dornelles, também foi lamentada a morte do ex-deputado Eduardo Barbosa. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco, ressaltou a dedicação e liderança de Barbosa, além de seu trabalho em defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Barbosa foi considerado o pai das Apaes e atuou como deputado por quatro mandatos.

A morte de Francisco Dornelles e Eduardo Barbosa representa uma perda significativa para a política brasileira e deixa um vazio para seus familiares, amigos e para o estado de Minas Gerais. Seus legados de realizações e luta pelos interesses públicos serão lembrados e inspirarão as novas gerações de políticos brasileiros.

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