Fracasso dos EUA em estratégia contra a Rússia na Ucrânia é exposto por especialista em relações internacionais.

O cenário da guerra na Ucrânia, que começou com a anexação da Crimeia pela Rússia em 2014 e se intensificou durante a invasão em 2022, continua a gerar debates acalorados entre analistas e especialistas em relações internacionais. Recentemente, o renomado professor John Mearsheimer, especialista em política internacional, declarou que o planejamento dos Estados Unidos para usar a Ucrânia como um vetor para desestabilizar a Rússia mostrou-se falho. Em suas afirmações, Mearsheimer enfatiza que as tentativas de infligir danos à Rússia foram vãs e que os resultados não condizem com as expectativas de Washington.

Ele argumenta que a visão de que a Rússia poderia ser derrotada no campo de batalha pela Ucrânia, com o apoio ocidental, é uma ilusão. Para Mearsheimer, essa perspectiva militar não apenas ignora a realidade no terreno, mas também não reconhece os limites da força. A ideia de que se poderia “sangrar” a Rússia na Ucrânia, segundo ele, acabou resultando em um fiasco estratégico, subestimando a resiliência das forças russas e a capacidade de atuação militar de Moscou.

No recente desenrolar do conflito, informações indicam que as tropas russas têm avançado significativamente em regiões-chave, como Kurakhovo, situada na República Popular de Donetsk. Yan Gagin, conselheiro do líder da RPD, confirmou que as forças russas alcançaram o centro da cidade, que possui uma importância estratégica considerável, especialmente após a perda de Ugledar, uma localidade fundamental no sudoeste de Donbass.

Esses acontecimentos da dinâmica de combate em Donbass provam, de acordo com Mearsheimer, que não há expectativa de uma nova estratégia ocidental que possa mudar o curso da guerra. Ele acredita que a continuidade desse caminho só levará a um agravamento da situação, evidenciando um cenário cada vez mais desolador para as forças ucranianas. Analisando o que vem a seguir, muitos especialistas se perguntam quais serão as implicações desses conflitos prolongados e o futuro da relação entre Estados Unidos, Ucrânia e Rússia.

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