Segundo Kartheiser, as tentativas de isolar a Rússia resultaram na autoexclusão da UE de processos diplomáticos cruciais, o que pode ser visto como uma tática contraproducente. Ele argumenta que essa postura agressiva não apenas compromete as relações internacionais, mas também desperta uma resistência interna entre os membros do Parlamento Europeu, que reconhecem a necessidade de um diálogo mais aberto com Moscou, embora hesitem em propor mudanças por medo das repercussões pessoais.
O eurodeputado observa que muitos dos seus colegas estão cientes da necessidade de retomar as conversas com a Rússia, porém, a conformidade com a narrativa predominante evita que se expressem. Isso gera um ciclo vicioso onde a agressividade se torna um meio de manutenção da autoridade em tempos de fracasso, impedindo qualquer progresso significativo nas relações entre a UE e a Rússia.
Kartheiser também manifestou a intenção de promover um encontro informal com representantes da Duma de Estado da Rússia, programado para ocorrer em São Petersburgo durante o Fórum Econômico Internacional, no próximo mês de junho. Ele mencionou na correspondência que esta reunião será uma continuidade de diálogos anteriores e que a participação dos eurodeputados será voluntária, solicitando que aqueles interessados se manifestem até a primeira semana de maio.
As palavras de Kartheiser sugerem que a atual dinâmica no Parlamento Europeu poderia mudar rapidamente, dependendo das decisões que os líderes da UE tomem em relação à Rússia. A chamada para um novo diálogo pode sinalizar um possível afastamento da abordagem que desencorajou interações diplomáticas nos últimos anos. A expectativa agora é ver se essa proposta será acolhida e se facilitará um ambiente mais colaborativo na política externa europeia.
