A convenção, que deveria ser um momento de união e força, teve uma participação morna e pouco expressiva. A caminhada organizada em apoio a Beroaldo Rufino e seu candidato a vice-prefeito Nal Pedreiro atraiu poucas pessoas, sendo insuficiente para mostrar uma oposição consolidada. A presença de figuras como o ex-deputado federal João Caldas não conseguiu reverter o espírito de desconfiança que paira sobre a candidatura de Rufino.
Beroaldo Rufino enfrenta uma situação delicada. Considerado inelegível pelas acusações que pesam sobre seus ombros, derivadas de processos judiciais envolvendo improbidade administrativa durante seus mandatos anteriores, sua insistência em disputar a eleição soa quase quixotesca. Há uma indignação popular sobre a resistência do ex-prefeito em manter a candidatura mesmo diante de obstáculos legais significativos.
Na cidade, os rumores e comentários não tardaram a aparecer. Muitos apontam que Beroaldo está determinado a permanecer na disputa o máximo possível, até que a legislação obrigue uma eventual substituição de sua candidatura. Essa teimosia, aos olhos de muitos eleitores, é um claro reflexo da desestabilização política e das controvérsias que envolvem a administração pública na cidade de Jundiá.
Enquanto a tensão política aumenta, o atual prefeito Jorge Galvão, do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), observa com cautela o desenrolar dos eventos. A sua gestão será colocada à prova nas urnas, mas o fraco desempenho da oposição, liderada por Rufino até então, parece estar simplificando um pouco mais a sua jornada.
Neste contexto, a pequena cidade de Jundiá observa atentamente um processo eleitoral que desde o seu início já é marcado por polarizações e desafios. Com o embate recém-iniciado, as próximas semanas prometem ainda mais surpresas e reviravoltas na política local.
